Site para reflexões a partir de experiências vividas, das diferentes leituras que posso fazer das relações humanas, dos diferentes modos de sentir e pensar o mundo, e da minha necessidade de me mostrar humana na busca das virtudes divinas
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
Eu sou assim. De vez em quando enlouqueço. Brigo, grito. esperneio contra a vida ou pela vida,ou por uma vida melhor. Sou 95% carinho ,atenção e cuidado mas meus 5 % quando estouram.. é melhor deixar a onda passar. Sou intensa em tudo. Nao sei viver meios amores, meias verdades , meia vida. Meus amados recebem de mim o meu melhor em quase todo tempo mas tb recebem meu pior algumas vezes. Aprendi que nos momentos que menos mereço é que mais preciso ser amada. Acho que é desse jeito com todo mundo. Amar alguém que só nos diz coisas belas é facil, mas amar quem nos confronta com nosso lado negro parece impossivel. Sigo assim, as vezes acertando,as vezes errando. Prefiro isto a morrer de frio por ter deixado minha alma congelar".
Hoje em dia as pessoas se decepcionam com coisas fúteis, tratam friamente aqueles que amam, deixam um relacionamento ser tomado pelo orgulho e depois dizem que tá faltando amor no mundo. O que tá faltando não é amor, é atitude. Atitude de dizer o que sente sem medo de ser rejeitado, coragem de dar o primeiro passo e fazer sua parte…Dizem que a vida é pra quem sabe viver. Mas ninguém nasce pronto! A vida é pra quem é corajoso o suficiente para se arriscar e humilde o bastante para aprender.”
Sedução é algo que pressupõe uma via de mão dupla. Só quer seduzir aquele que já foi seduzido pelo outo, por palavras ou atitudes. Sedução é pra mim sinônimo de fascinação… somos seduzimos quando alguém nos fascina, nos encanta,.. então pra que sejamos sedutores aos olhos do outro precisamos primeiramente ser sedutores aos nossos próprios olhos. Cuidemos do jardim e virão não apenas as borboletas, mas também os bem- te-vis, os beija-flores e todas as criaturas encantadoras e encantáveis que possam se somar às nossas vidas
Nina Atkins
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: “Fui eu ?”
Deus sabe, porque o escreveu.
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: “Fui eu ?”
Deus sabe, porque o escreveu.
– Fernando Pessoa –
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